


Desordem de gritos, desordem das forças, desordem de gestos e da dança, desordens complexas, corpo em crise - exuberância ilimitada.



Fernanda Lippi e André Semenza, atuais responsáveis e fundadores da Cia Zikzira Teatro Físico, depois de mais de um ano de trabalho, apresentam o espetáculo EU VOS LIBERTO - 23 de novembro à 09 de dezembro - no espaço cultural ESPAÇO 104, em Belo Horizonte.
Resultado da disciplina e capacidade criativa dos dois, e da equipe que os acompanha, o espetáculo parece ser de uma qualidade e força excepcional.
Para quem quer saber mais sobre o trabalho da Cia Zikzira, acesse o site http://www.zikzira.com/
e www.zikzira.com/euvosliberto
O site é uma maravilha.
Abaixo, segue parte do release que recebi da Fernanda e do André:
A Companhia Zikzira Teatro Físico apresenta a audaciosa montagem “Eu Vos Liberto”, versão da tórrida paixão de Fedra, esposa de Teseu, pelo enteado Hipólito. Considerada a primeira tragédia sexual da humanidade, a peça é, nas palavras do diretor André Semenza “o retrato de humanos desenraizados à procura de pistas”. “Eu Vos Liberto” estréia no dia 23 de novembro no Espaço 104 numa temporada de 3 semanas e segue em turnê internacional por Londres (Inglaterra), Paris (França), Stockholm (Suécia), Tallinn (Estônia) e Seul (Coréia do Sul).
Um espetáculo de amor, ódio, culpa, dor e perdão. Não necessariamente nessa ordem, essas poucas palavras podem traduzir, ainda que de forma superficial, a nova (e audaciosa) montagem da Companhia Zikzira Teatro Físico. Reconhecida por seus projetos instintivos e impactantes, que não se furtam em causar espanto e até certo desconforto (no bom sentido!), a cia. Anglo-brasileira desafiou-se ao buscar o mote de seu mais recente trabalho no berço do teatro universal: a Grécia Antiga. Desta vez, dois anos após encenar “Verissimilitude”, espetáculo aclamado por crítica e público, a Zikzira leva ao público do Brasil “Eu Vos Liberto”, versão adaptada pelos diretores e inspirada na idéia original da clássica história de Eurípides, que há 2.500 anos narrou a tragédia “HIPÓLITO”.


Quanto mais leio e pesquiso sobre a arte da performance, mais me aproximo do que hoje é definido como dança contemporânea. Não em todas as suas manifestações, mas em muito do que é pensado e proposto nesse universo.
Uma pesquisadora da PUC/SP, Christine Greiner, muito ligada ao campo da dança, é referência como conhecedora das questões do corpo e performance, incluindo, nas manifestações corporais, o trânsito entre ocidente e oriente.
Sugiro a leitura de um artigo dela, na net, que trata sobre o Butô - manifestação artística especificamente japonesa - rico em possibilidades de reflexão para quem se interessa pelo assunto corpo/performance.
www.japonartesescenicas.org/estudiosjaponeses/articulos/ankokubutoh.pdf
vídeo-performance PE#001
http://www.youtube.com/watch?v=cdX-9jmPvwQ
"Existir é sair de si, é se abrir a um outro, ainda que através de uma transgressão. De resto, é a marcha transgressiva que sempre é o índice mais claro de uma energia ativa, de um poder vital se opondo ao poder mortífero das diversas formas de fechamento. Assim, contrariamente ao que prevaleceu na economia de si e na economia do mundo próprias do individualismo burguês, ser fora de si é um modo de se abrir ao mundo e aos outros."
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Vale a pena conferir o edital do MULTIPLICIDADE 2007. O coletivo Entretantos, de Vitória, é o responsável por esse projeto de ações e intervenções urbanas. Saiba mais pelo blog www.entreblog.tk
Este texto foi escrito por mim e é uma apresentação e reflexão sobre os trabalhos que exponho na Celma Albuquerque Galeria de Arte. Durante a mostra, o texto estará disponível próximo aos trabalhos.
"Não existe ninguém que não se dê conta do absurdo relativo, do caráter gratuito, historicamente condicionado, da interdição da nudez e, de outra parte, do fato que a interdição da nudez e sua trasgressão determinam o tema geral do erotismo - quer dizer, da sexualidade transformada em erotismo (a sexualidade própria do homem, a sexualidade de um ser dotado de linguagem)."
