segunda-feira, 12 de novembro de 2007

EU VOS LIBERTO - ZIKZIRA TEATRO FÍSICO

Fernanda Lippi e André Semenza, atuais responsáveis e fundadores da Cia Zikzira Teatro Físico, depois de mais de um ano de trabalho, apresentam o espetáculo EU VOS LIBERTO - 23 de novembro à 09 de dezembro - no espaço cultural ESPAÇO 104, em Belo Horizonte.

Resultado da disciplina e capacidade criativa dos dois, e da equipe que os acompanha, o espetáculo parece ser de uma qualidade e força excepcional.

Para quem quer saber mais sobre o trabalho da Cia Zikzira, acesse o site http://www.zikzira.com/

e www.zikzira.com/euvosliberto

O site é uma maravilha.

Abaixo, segue parte do release que recebi da Fernanda e do André:

A Companhia Zikzira Teatro Físico apresenta a audaciosa montagem “Eu Vos Liberto”, versão da tórrida paixão de Fedra, esposa de Teseu, pelo enteado Hipólito. Considerada a primeira tragédia sexual da humanidade, a peça é, nas palavras do diretor André Semenza “o retrato de humanos desenraizados à procura de pistas”. “Eu Vos Liberto” estréia no dia 23 de novembro no Espaço 104 numa temporada de 3 semanas e segue em turnê internacional por Londres (Inglaterra), Paris (França), Stockholm (Suécia), Tallinn (Estônia) e Seul (Coréia do Sul).
Um espetáculo de amor, ódio, culpa, dor e perdão. Não necessariamente nessa ordem, essas poucas palavras podem traduzir, ainda que de forma superficial, a nova (e audaciosa) montagem da Companhia Zikzira Teatro Físico. Reconhecida por seus projetos instintivos e impactantes, que não se furtam em causar espanto e até certo desconforto (no bom sentido!), a cia. Anglo-brasileira desafiou-se ao buscar o mote de seu mais recente trabalho no berço do teatro universal: a Grécia Antiga. Desta vez, dois anos após encenar “Verissimilitude”, espetáculo aclamado por crítica e público, a Zikzira leva ao público do Brasil “Eu Vos Liberto”, versão adaptada pelos diretores e inspirada na idéia original da clássica história de Eurípides, que há 2.500 anos narrou a tragédia “HIPÓLITO”.

7 comentários:

eugenio rodrigues disse...

Muito fácil impor qualidade quando o dinheiro paga.
Os melhores do mundo, os maiores do Brasil...
e enquanto artistas internacionais estão no palco, brasileiros não tem o direito de trabalhar e expor sua arte e criatividade.
A Zikzira trouxe artistas de Londres e não registrou os mesmos no Ministério do trabalho - isso é vexamoso... ainda mais, quando se trata da Funarte pagar as contas.
Não aplaudo, não participo, não indico.
Criatividade não se faz com esbanjamento. Razão social não deveria discriminar a criatividade individual para contribuir com o trabalho dos "geniosinhos" da Zikzira.
Quanto mais desumanos, maior a intensão dramática extraída - é essa a psicologia do trabalho deles.
Estes não são artistas, no máximo deveriam se colocar como produtores internacionais, comendo dinheiro público.

O nome já diz tudo.

Anônimo disse...

Igor Zimmermann (psicanalista de Porto Alegre) diz:

É um espetaculo que toca a alma. Nada neste mundo da arte que não toca o coração tem sentido. Eu sai engrandecido da sala. Sabemos que crescemos na vida atreavés de pancadas e frustrações. Mas, podemos crescer também com um toque na alma. O elenco me fez viajar nas minhas angustias; o cenário me fez voltar no tempo da realeza e a trilha sonora me embeveceu fazendo-me, de novo, criança, adolescente e me devolvendo a realidade. Sai mais rico e feliz. Eu me libertei.

Franciele disse...

Melhor espetáculo do ano que tive a oportunidade de assistir no Brasil. Estou terminando o meu doutorado em Paris em teatro pós-moderno e venho acompanhando diversas expressões artísticas no Brasil e como o Governo tem feito uma tentativa de fomentar a cultura de uma maneira mais expressiva, gostaria de deixar meus cumprimentos à Funarte de ter a coragem e visão de apoiar um trabalho genuinamente visionário: “Performance as a third term between Drama and Theatre – resisting interpretation” (Hans-Thies Lehmann).

Anônimo disse...

Sou profissional da dança contemporânea. Assisti “As Cinzas de Deus” em Curitiba e o “Verissimilitude” em São Paulo. Acho interessante o tipo de bailarino que eles atraem. Estou defendendo a minha tese e resolvi ver o mais recente trabalho da Zikzira. Adorei o trabalho deste novo elenco que me surpreendeu pela expressividade, a linguagem corporal e vocal. Na minha opinião a Zikzira atingiu um novo patamar neste país, criando obras conceitualmente e sensorialmente interligadas, um fechamento elevado muito além do comum. Aliás, há uma tendência bizarra hoje em dia de ex-bailarinos de grandes Companhias seguirem carreiras ‘solo’. Isso também é o é o caso com a Cia Zikzira. Vendo trabalhos recentes dos ex-integrantes da Zikzira, dá pena, pois são fracos, com conceitos banais, embaraçosos e narcisistas, trabalhos superficiais que não deixarão marcas na história das artes cênicas Brasileiras. Parecem um pouco com os ex-membros de grandes bandas de rock, tais como Beatels, Sex Pistols, ou The Clash. Fora dessas bandas os ex-integrantes atingiram pouca coisa de qualidade. O foco principal da minha tese e precisamente qual é o efeito ‘Zikzira’ que eleva o elenco para tal perfeição.
Alexandre Bittencourt

Anônimo disse...

Meu primeiro contato com a Cia foi no Move Berlim em 2005 quando assisti ‘Verissimilitude’ e ‘As Cinzas de Deus’. Desde então venho esperando ansiosamente o que seria o próximo trabalho. Como sou profissional da área fui conferir o vídeo no i-dança (vídeo da semana). Quando cheguei para comprar o ingresso não sabia se estava entrando numa igreja ou num bordel. Tinha instalações, projeções de Karaokê com texto estranho, um clima de sensual nostalgia e tinha até uns casais dançando. Percebi que aquele casal fazia parte do público. Não tinha como escapar. Comecei tocar as paredes que eram de cetim, cor de rosa. Éramos pessoas encurraladas num sonho. Cortinas pretas se abriram e fomos lançados num universo totalmente diferente. Um mar de cadeiras cobertas por tecidos – uma sensação de abandono e solidão torturante. De repente pisei numa água que me alertou. Uma atmosfera densa, escura, e uma mulher com um olhar muito intenso, uma gestualidade frágil. Daí para frente fui engolido por uma trajetória de arquétipos, uma violência entre os sexos, uma fisicalidade absurda, uma poesia perturbadora; uma onda sonora, visual, emocional, sensorial, que só fui cuspido como se fosse um surfista que tivesse levado uma pancada do mar no final do espetáculo.

Gustavo Nascimento diz:

Anônimo disse...

Eu sou adicta da dança e de suas manifestações. Venho acompando o FID há algum tempo. Este festival goza de muito prestígio no Brasil. Entretanto, encontrei fora do FID o que há muito procurava: o verdadeiro Teatro Físico. Este termo tão questionado foi plenamente esclarecido pelas magníficas performances dos atores e bailarinos, que com um cenário deslunbrante, trilha sonora inesquecível e iluminação que me lembrou as pinturas de Velasquez, Rembrandt e Tiziano me engrandeceram. Parabéns, o Teatro Físico chega ao Brasil.

Franscesca D'Ambrosio

Franciele disse...

Tive o privilegio de assestir o epetáculo - é a coisa mais bela que já vi na minha vida. Fiquei imersa numa ambiente que era tão interligada que me senti flutuando em um outro mundo. Muito cinematografico; nunca vi um elenco assim tão provocativo com uma tecnica inexplicavel. Emfin, coreografia, trilha sonora, iluminação re cenario de matar. Parabéns!
Maria Deslandes Brockheimer